Não acredito em um amor para o resto da minha vida. Acredito em um amor que me arranque sorrisos enquanto durar. Não precisa nem me fazer feliz, pois essa é uma função que só cabe a mim, dele quero apenas que pague o jantar e abra a porta do carro.
- Silvana Hennicka
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Para que serve o Outubro Rosa?
Há algum tempo venho me perguntando para que serve o Outubro
Rosa? Para quê foi escolhido um mês onde o câncer de mama se torna mais
evidente? Será que é para trocar a capa do facebook ou deixar mais femininos os
ambientes relacionados à área da saúde? Até mesmo as empresas prestam sua “solidariedade”,
distribuindo chocolate e lembrancinhas. Eu já tive câncer de mama e deveria ser
a primeira pessoa a participar dessa movimentação que aborda um tema tão importante,
mas não consigo compreender onde está o alerta relacionado à prevenção. Será
que não acreditamos mais que podemos evitar a doença? Não consigo entender onde
está a relação entre os eventos que se realizam no mês de outubro e a prevenção.
Uma das campanhas que se faz no mês de outubro, além de destacar a cor rosa, é
evidenciar que o câncer de mama pode aparecer a qualquer momento na vida de
qualquer mulher, não importa a idade e que para termos um tratamento mais
eficaz, precisamos de um diagnóstico precoce, mas se eu pudesse escolher, preferia
não ter tido a doença.Tudo bem até aí, mas então, esse mês serve apenas pra
mostrar que precisamos conhecer nosso corpo e continuar aguardando a doença
aparecer um dia, sim, porque sempre que se faz exames, estamos procurando algo,
ou seja, estamos induzindo nosso corpo a criar uma coisa ruim, já que somos o
que pensamos. Não estou aqui falando que sou contra exames, mas no meu caso,
nem o oncologista nem os exames acusaram um carcinoma no meu seio, o que me fez
ir atrás de um diagnóstico mais específico, foi o meu “eu” interior, que me
dizia o tempo todo que algo de errado estava acontecendo. Aquela voz me
atormentou tanto, que eu decidi ouvi-la, como faço até hoje, então amadas
mulheres, por que ao invés de sair participando de corridas de rua em prol da
conscientização pela descoberta precoce do câncer de mama, vocês não começam a
prestar atenção no que estão comendo? Por que ao invés de esperar o mês de
outubro chegar, vocês não começam a se amar o ano inteiro. Que me perdoem aqui
os seguidores do tal diagnóstico precoce da doença, até mesmo porque foi isso
que me salvou, ou não, mas de nada adiantaria eu ter feito 8 sessões de
quimioterapia e mais 33 radioterapias se eu não tivesse mudado a minha maneira
de pensar. Tudo tem uma causa específica e se hoje eu fosse a mesma mulher
ignorante e infeliz que eu era na época que descobri esse vulcão dentro de mim,
prestes a entrar em erupção, a doença já teria voltado. A cura nem sempre é um
medicamento e se podemos não ter a doença, é muito melhor do que termos e
depois quereremos nos livrar dela. Eu queria criar um mês, onde pudéssemos trocar
experiências de vida e que nutricionistas e médicos com bom senso, nos
ensinassem como evitar a doença, mas isso é complicado, pois no mundo da “máfia”
farmacêutica, onde uma aplicação de determinada quimioterapia pode ultrapassar
os 100 mil reais, o dinheiro fala mais alto. Por que eu nunca vi no mês de outubro
um outdoor falando que o câncer de mama está diretamente relacionado com o
consumo de leite e açúcar refinado? (isso tudo tem comprovação científica, mas
a prevenção não dá lucro) Por que eu nunca vi panfletos dizendo que o leite não
previne a osteoporose e que na verdade ajuda a desencadear a doença? De que adiante
ter um mês de conscientização para uma coisa que todos sabem que existe? De que
adianta falar em mamografia, se enquanto a doença aparece em mulheres cada vez
mais jovens, o exame gratuito só é feito em mulheres acima dos 50 anos. A realidade é que muita gente fica rica com o
aparecimento das doenças, ou então haveriam mais campanhas relacionadas à prevenção
e não ao diagnóstico precoce. Nós somos sim ignorantes perante tantos alimentos
geneticamente modificados, como o nosso trigo de cada dia, que hoje contém 40
vezes mais glúten do que o trigo que a minha avó utilizava para fazer o pão que
alimentava a sua família. Não estou aqui falando sobre alimentação ou sobre o
lixo que as pessoas ingerem todos os dias, mas sim sobre o câncer de mama e do
porquê não usamos o mês de outubro para ajudar as mulheres a serem mais felizes
e assim, evitar uma doença que além de estar relacionada à alimentação, está
também relacionada com a infelicidade e a tristeza. Ser feliz não significa ter
uma linda família, um marido carinhoso, uma bela casa e viajar nas férias. Você
sabe que é feliz quando não possui nada disso e sente que não lhe falta nada,
que você é completa de você mesma e que sozinha, poderia ser tudo o que
quisesse. O câncer está em parte ligado ao medo do futuro, o medo de ficar
sozinha, de não conseguir ser aquilo que a sociedade espera. Quantas mulheres
estão presas a casamentos infelizes, como era o meu caso, e que arrastam isso
até o ponto de virar uma doença, pois não tem coragem de andar com as próprias
pernas? Tudo o que parece difícil pode se tornar insuportável. Vamos nos unir e
transformar o Outubro Rosa em algo muito além de um alerta. Vamos usar esse mês
para nos libertarmos de tudo o que nos é imposto e que não nos faz bem. É uma
pena já estarmos em novembro para jogar fora todo o lixo que chamamos de
alimento e que está em nossa geladeira e armários e começar a mudar os nossos hábitos,
mas quem foi que disse que precisamos de um mês pra isso, precisamos apenas de atitude
e informação. Conhecer a si mesma, não é só pra descobrir um caroço no seio, se
conhecer serve também para você prestar atenção se o que você come lhe faz bem
ou não. Em relação à informação, quem tem acesso a internet tem acesso a isso
basta fazer a pergunta que o Google ou o Youtube respondem. Sugiro aqui que as
mulheres preocupadas em não ter câncer de mama, se informem sobre o leite, o açúcar,
o amor próprio e suas relações com a doença. Desculpem o desabafo, mas não
consigo mais ficar alheia a tanta coisa errada que vivenciamos todos os dias.
_ Silvana Hennicka
sábado, 21 de novembro de 2015
No Silêncio do Lago
Em meio à névoa que envolvia meu
corpo e embaçava a minha visão, eu tentava visualizar as águas do lago que
estava logo à minha frente. O velho banco de madeira onde eu estava sentada
parecia ruir a qualquer momento. Ele havia sido abandonado pelo tempo e sua
estrutura estava podre e comprometida, mas com certeza suportaria o baixo peso
do meu corpo. Em outra época, eu fora uma mulher linda e encantadora, mas a
tristeza que carrego em meu ser, me transformou nisso, uma pessoa triste, sem
brilho e sem amor próprio. Meus cabelos negros, levemente cacheados estavam
ressecados e opacos e minha pele desidratada, deixando visível algumas rugas
que não deveriam estar ali, não tendo eu, apenas 35 anos de idade.
O bosque,
onde ao centro estava localizado o lago, parecia um cenário de filme de suspense.
Além do frio, uma garoa fina ao entardecer, tornava o local assustador e
melancólico. A movimentação de pessoas já não existia e eu estava sozinha, me
despedindo das últimas lembranças que rondavam a minha mente. Nada mais me
restava a não ser aquele misto de sentimentos envolvendo derrota, decepção e
culpa. Apenas alguns metros me separavam da água fria do lago que a neblina
insistia em esconder. Quando realmente senti que estava pronta para cumprir o
que havia planejado, levantei e aproximei-me do que mais parecia um monstro
prestes a me engolir, o Lago das Lágrimas. O lago tinha esse nome por causa de
uma lenda. Segundo os antigos moradores da região, uma serpente que habitava
essas águas escuras, surgia nas noites de verão e silenciosamente raptava
moças, levando-as consigo para uma caverna escondida no fundo do lago. As
lágrimas dessas moças seriam responsáveis por manter o nível da água, não
deixando que o mesmo baixasse, nem em períodos de extrema seca e então, o
esconderijo nunca seria descoberto. Essa história é passada de pai para filho e
nos dias atuais, poucos acreditam que isso tudo seja verdade. Nas noites de
verão, não temendo nada, muitos jovens fazem do bosque o local ideal para se
embriagar e usar drogas. Em meio a alucinações, alguns deles juram ter visto a
serpente, mas nada ficou confirmado e então, com o passar dos anos, a lenda foi
se perdendo e cada vez menos pessoas falam sobre isso.
O lago era cercado por uma estrutura
de concreto formada por três degraus, que impediam o contato da água com a
grama, como se fosse uma piscina sem manutenção a qual a água fica turva e
assustadora. Subi no degrau que formava o topo da escada e estava molhado por
causa da garoa. Quando coloquei meu pé direito no segundo degrau, pude sentir a
força de um punhal entrando na minha carne. A água parecia congelada.
Mantive-me firme. Coloquei o outro pé no degrau seguinte e quando prossegui,
senti tudo sumindo debaixo dos meus pés e meu corpo foi lançado ao
desconhecido. Uma imensidão de água pressionou os meus ouvidos e eu percebi que
tudo se daria muito rápido. Eu queria estar ali. Eu queria afogar-me nas
lágrimas das moças que foram raptadas, e então, acabar com aquele sofrimento
que maltratava a minha alma e fazia de mim um poço de desespero. E foi no exato
momento que eu decidi entregar-me ao que pensava ser o meu destino, que tive a
sensação de não estar só. A princípio pensei que um anjo se fizesse presente,
mas esse pensamento se dissipou e então, imaginei que as mãos que me puxavam
para cima, pudessem ser das virgens que a serpente raptou. Alienada em meio a
vários tipos de sentimentos, enquanto meu corpo era lançado sobre os degraus de
concreto, por onde, há alguns segundos, eu havia passado, cheguei a pensar que
pudesse ser Deus e que a hora de pedir perdão pelos meus erros havia chegado,
mas tudo isso era fruto da minha imaginação. O que eu estava vivendo era real.
Eu mantive meus olhos fechados e quando me dei conta, meu corpo já não estava
em contato com o concreto, nem tampouco, submerso. Eu sentia o ar gelado na
minha pele, mas a água impedia que ele chegasse até os meus pulmões e assim, o
pânico começou a tomar conta de mim. Uma voz chamava minha atenção, mas parecia
estar muito além daquele bosque. Em um esforço sobre humano eu consegui abrir
meus olhos e ao visualizar aquele rosto, senti o ar gélido ultrapassar os
limites dos meus pulmões e me devolver à realidade. Deitada sobre a grama quase
congelada, eu sentia como se um punhal estivesse entrando em minha pele e
comecei a tremer compulsivamente. Aquele rosto desconhecido tentava sem
sucesso, arrancar-me palavras, mas eu percebia apenas o seu olhar de desespero
em meio à situação que eu causara. Em uma súbita vontade de voltar no tempo e
nunca ter entrado naquelas águas turvas e frias, eu senti que a grama já não
estava mais sob o meu corpo. Fechei novamente os olhos e quando os abri, reconheci
aquele rosto. Meu amor havia voltado para me salvar da maldade do mundo e das
pessoas. Desde a sua partida eu não sentia mais o amor que um dia habitou meu
ser. Aos poucos meu corpo começou a flutuar. A dor e o frio desapareceram a
então, eu fui repousando no fundo barrento do lago, onde me mantive por toda a
eternidade ao lado do meu grande amor.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Ser Feliz é Voar
Minha felicidade é como o vento, viaja por por vários mundos e chega aonde nada mais consegue chegar. Minha felicidade ilumina os dias de tristeza que tentam me atormentar e me faz sorrir, mesmo na solidão. Minha felicidade é cultivada dia após dia e sempre que regada, transforma-se em lindas flores para enfeitar a vida das pessoas que me cercam. Minha luz é transformada em sorrisos múltiplos que espantam as pessoas que se alimentam da minha dor. Tenho na face o brilho do amor e assim, atraio amigos verdadeiros e pessoas de bem com a vida, como eu, que não se permite chorar ou sofrer, não mais. Plantei a semente das amizades e agora estou colhendo esses lindos frutos que estão presos nos galhos da felicidade. Amizades verdadeiras, assim como os amores, não permitem que a distância destrua a sua essência. Só sentimos saudade de quem nos é importante e só sentimos vontade de ter por perto aqueles que nos fazem bem, então, se um dia você acordar com o peito apertado e uma vontade enorme de voar para os braços daquele amigo que tanto te acalmou nos momentos de desespero, tenha certeza de que existe alguma coisa chamada amor, tentando sair do seu peito e ir de encontro a uma outra alma. Liberte seu coração para tudo o que é bom e faça com que as amizades verdadeiras lhes sejam eternas.
Silvana Hennicka!!
Todos Mentem
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos, pois a sociedade nos induz a sermos personagens e assim, nossa vida parece mais uma peça de teatro. Quando somos nós mesmo a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço. Vamos soltar as máscaras e seguir com leveza pela transparência da nossa essência. Pule duas vezes antes de pensar e ouse mais nessa curta trajetória a qual fomos destinados, pois um dia tudo se tornará escuro e frio e arrependimentos pela infelicidade vivida no palco não serão bem vindos.
- Silvana Hennicka
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Um Triste Fim
Marina era a pessoa mais feliz que poderia ter existido na pequena cidade onde vivia. Apesar de tudo o que lhe acontecera, ela ainda sorria. Quando a morte se fez próxima, ela a espantou com um belo sorriso nos lábios e um brilho que só ela possuía. Quando seu marido resolveu trocá-la por outra pessoa, Marina chorou... chorou por todos os momentos bons que viveram juntos e um dia ela entendeu que tudo acaba e que fica o que foi bom. As coisas ruins devem ser descartadas e excluídas, como os restos de comida que já não pode mais ser aproveitado e acaba parando em um lixão qualquer, um lugar onde apenas os abutres se sentem em casa. O problema é que Marina já não sabe o que lhe faz bem e o que lhe faz mal. Após mais uma decepção, mais uma falsa esperança, seus sonhos foram novamente destruídos e ela se voltou para dentro do casulo de onde havia se libertado. Ela tinha a sensação de que "ele" só se sentia feliz quando ela estava triste. Chegou a pensar que não era boa o suficiente para estar ao lado de seu Ulisses, seu grande amor, ou sua grande agonia? Quando conheceu Ulisses, Marina pensava ter encontrado seu príncipe e ao lado dele, ela sonhou, sonhou, sonhou e planejou. A casinha na serra deveria possuir uma lareira e uma cadela chamada Zaruk para que Ulisses se distraísse enquanto ela digitava mais algumas palavras, afim de terminar outro livro, ou simplesmente deixar gravado na tela do computador, mais um momento feliz, em forma de poema. Após algum tempo de felicidade extrema e incessável, as coisas começaram a ficar estranhas. Ela começou a descobrir que Ulisses não era um príncipe, mas sim um mistério e as mentiras começaram a deixar os sonhos soltos pelo ar. Uma nuvem de incerteza e desespero tomou conta de seu corpo frágil, quando ela ouviu dos lábios de seu Amor, que ele já não a queria por perto, que era hora de cada um seguir seu rumo. Por mais que ele a amasse, não conseguiu tê-la ao seu lado, não sabia o que queria para si. E quando ela achou que toda a dor do mundo já havia sido sentida em sua curta trajetória pela terra, Marina descobriu que o destino lhe havia reservado mais algumas gotas do veneno chamado "tristeza" e que a pessoa que ela mais amava, já não poderia dar-lhe a proteção prometida. Aquele sonho de envelhecerem juntos, já não poderia mais ser realizado, pois Ulisses, após muitas vezes fazer Marina chorar, decidiu mandá-la embora, pois seus atos de descaso e pouco amor a transformaram em uma mulher fria e sem sonhos e Ulisses não queria uma mulher assim ao seu lado.
- Silvana Hennicka!
- Silvana Hennicka!
domingo, 15 de novembro de 2015
Não me liberte de você
E por que você precisa me libertar dessa prisão? Quero que mantenha em mim as algemas dessa loucura que estamos vivendo. Eu necessito estar acorrentada a você e sentir o forte abraço que me sufoca. Desliza seus lábios quentes pelo meu corpo nu e faz de mim seu objeto de desejo. Sussurra em meu ouvido que é meu dono, que é proprietário do meu "ser", mas quando eu acordar, após horas de suspiros e delírios, deixarei de lado a obsessão e voltarei pra realidade da minha vida, voltarei para a minha liberdade sem limites, pois ter dono, eu só permito na hora que quero sentir prazer. Nunca lhe enganei. Você sempre soube que minhas asas são maiores do que meus pés, então não tenta acreditar que existe qualquer coisa além do que eu permito que você veja.
- Silvana Hennicka
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Prefiro Continuar Dormindo
Se a vida marcasse um encontro com meu destino e em uma conversa casual decidisse me levar até você, eu me acostumaria com o seu sorriso e passaria a eternidade flutuando no brilho do seu olhar. Se a realidade falsa que consome meus dias não me permitisse sair dos sonhos para continuar vivendo o impossível, eu pagaria o alto preço do sofrimento e deixaria a minha razão em troca de um último beijo. Não há limites para o imaginário e dentro de uma fim inevitável, levarei comigo o calor do seu corpo e o cheiro da sua pele, pois, pela falta de capacidade que tenho de viver no mundo da sua ausência, decidi não mais lutar para só então poder te tocar.
- Silvana Hennicka
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Não Ter o "Ser"
Difícil entender o "ser" focando no "ter". Quero "ter", mas no fundo o meu "ser" não necessita, apenas admira, ou admirava, é difícil saber, já que minha mente não me permite fazer uma análise mais profunda dos fatos. Meus pensamentos estão vagando por lugares silenciosos e vazios, lugares onde eu desejo permanecer, sozinha, livre, com preenchimento total de mim mesma. Sinto o vento em meu rosto e fecho os olhos. Sinto um toque de vida brotando em meu "ser'', o mesmo ser que eu não entendo, pois o ''ter'' ainda predomina e atrapalha um pouco a minha meditação em meio ao vazio do tempo. O vento balança meus cabelos e eu respiro fundo... a necessidade passou e agora já posso voltar a sentir o "ser". O ''ser'' que habita meu corpo é o suficiente em meio ao mar de sonhos que estão fluindo e aguardando uma pitada de realização. Esperava ser guiada, ser protegida e assim perder o medo, mas os fantasmas que tentavam me atormentar já partiram e levaram com eles a necessidade de "ter" e agora já posso voltar a brilhar com luz própria. Desisto nesse instante de tentar entender, pois cada "ser" usa de artimanhas pra ser beneficiado dentro dos seus desejos, sejam carnais ou sentimentais, é a Lei da sobrevivência do Ego e da falta de amor que rege o universo. Tudo é dito e apagado, tudo é feito e desfeito, tudo se esquece em um momento novo. O minuto seguinte nunca existirá, pois o futuro se torna presente e é no presente que temos que superar os fracassos e as frustrações que alimentamos todos os dias em função do "ter", do necessitar algo mais para preencher vazios e buracos deixados por seres que não chegaram nem perto do nosso coração e pensam conhecer a nossa alma. Eu poderia saltar do penhasco das ilusões de mãos dadas, sem medo, mas para isso precisaria do "ter" e estou dispensando somas, não importa quais sejam as vantagens, então decidi saltar sozinha, pois a cada dia o "ter" se torna menos necessário e assim, o "ser" viaja cada vez mais longe, em uma gostosa busca por energias que acrescentam luz para iluminar nossos caminhos em meio a essa busca incansável pelo amor próprio.
- Silvana Hennicka!
- Silvana Hennicka!
Silencia em mim os gritos de desejo e essa vontade de tocar novamente seus lábios e sincronizar aquele inesquecível beijo dado sob a luz da Lua. Arranca-me suspiros e me leva para o mundo dos sonhos que jamais vão se realizar, mas eu não me importo, pois quando estou ao seu lado eu prefiro continuar dormindo. Eu prefiro continuar vivendo das fantasias que a minha mente insana inventa e assim sempre te ter por perto, mesmo sendo você, fruto da minha imaginação!
- Silvana Hennicka!
- Silvana Hennicka!
Depois você vem com seu corpo molhado e cola em mim, derretendo meus sentidos e me deixando perdida em meio à alucinações carregadas de um desejo incontrolável de ter você sussurrando em meu ouvido que vai ficar mais alguns minutos.
Silvana Hennicka!
Silvana Hennicka!
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