Que use uma camisola negra
Palavras ásperas, insultos, tormento
Meu ser...
Ferido pelos espinhos
Permanece sobre as papilas da minha língua
Se tão intenso for o prazer
Um feitiço eu farei
E da minha cama
Não mais te libertarei
Que se perca tudo
Não me importo
Entre murmúrios e sussurros
As velas se apagarão
A culpa tomará forma
E o desprezo virá à tona
É sempre assim
Saio pé por pé
Em meio a escuridão
Um gole d´água
Na boca seca
Uma olhada através do vidro
E na cama?
O vazio
Um gratificante sonho
Em meio a solidão
Mais uma olhada, tristeza
Dormir não mais
A noite se faz fria
A face umedece
Só a luz do carro permanece
Silvana Hennicka!!
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